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quarta-feira, 16 de maio de 2012



Santa Maria, Mãe da Estrada!

Os passageiros foram se acomodando e observei um jovem, que iria ocupar um assento ao meu lado, durante uma viagem ao continente africano.

Brasileiro, do interior do Rio Grande do Sul, e essa era sua primeira experiência para o exterior do país. Seu destino: Índia. Havia recebido uma oferta de trabalho e queria tentar a vida em novas terras. Um desafio e tanto, pois apesar de ter algumas noções do inglês, ainda, não dominava essa língua. Conversamos um pouco durante o voo: sua origem, familiares, esperanças e desafios.

Fomos brindado por uma linda aurora, quando deixávamos o deserto da Namíbia. Olhava para meu companheiro e percebia que a preocupação aumentava em seu semblante, especialmente, quando desembarcamos em Johannesburgo, na África do Sul.

Natural! O aeroporto de Tambo é conhecido como a janela do Oriente, pois é lugar de escala para os mais variados países árabes, asiáticos e há uma confluência de etnias, costumes e línguas. Talvez ele medisse, naquele momento, a aventura em que estava inserido. E... quem sabe pensava na sua doce e pequena cidade, gaúcha, escondida entre as serras.

Deixei com o nosso jovem “desbravador” a Medalha Milagrosa, dizendo: Veja bem! Mantenha-a sempre com você, até sua volta ao Brasil. Ela será seu refúgio e sua proteção, tenha certeza. Olhou-me e prometeu firmemente que não a deixaria um só minuto. E nossos caminhos se separaram...

Enquanto espera outro voo para Maputo, pensava em nossos caminhares. Estamos sempre nos deslocando, andando, andando. Pequenos deslocamentos, grandes caminhadas..., não importa. Nossas vidas desde nosso nascimento é um contínuo peregrinar, rumo à pátria celeste.

Essa ideia me acompanharia durante toda estada na capital Moçambicana. Do aeroporto fui diretamente a um enterro. Um jovem de uma família amiga, que subitamente tivera um mal estar. Foi-lhe diagnosticado um derrame cerebral, devido a um problema congênito. Católico praticante, recebeu a Unção dos Enfermos e partiu para a eternidade com sua alegria e juventude habitual, como as flores que encontramos nas savanas, cheias de luzes e cores.

Chegamos a uma casa pobre, entramos em um salão onde no centro se encontrava a urna do nosso querido Helder, muito devoto de Nossa Senhora. À sua volta como numa corola de uma grande flor espalhava-se sentadas no chão mulheres, vestidas com suas capulanas, que rezavam e cantavam. Canto triste que marcava o fim de uma peregrinação. Pungente era observar a mãe, do menino morto, revestida de dor e saudades. A dor da caminhada!

O cortejo fúnebre dirigiu-se ao cemitério e lá os próprios familiares fizeram o sepultamento. Uma cena tocou-me profundamente: A própria mãe ao final, após a terra ser colocada sobre o jazigo, arrumava com suas mãos a sepultura. Havia tanta ternura naquele gesto, nas mãos que acariciavam a terra arenosa, tinha-se a impressão que ela estava arrumando o leito do seu querido filho, como o fizera tantas e tantas vezes em vida.

Esse era o fim de uma caminhada, para aqueles que não têm fé, sim. Sabíamos nós que não é assim. E dentro da separação, a liturgia das exéquias nos apontava a luz da ressurreição: “Bem-aventurados, aqueles que dormem no Senhor”.

Nesse curto espaço de tempo, menos de 24 horas, encontrei dois destinos. O primeiro apontava à conquista, a esperança, a incerteza. O segundo para o termo de um vida colhida naquele Amor, onde nada nos pode separar.

Um denominador comum unia essas duas existências, a nossa existência. É a proteção maternal da Mãe de todas as Mães. Mãe de Deus e Senhora Nossa. Mãe de nossas caminhadas, Mãe que continuamente nos vela, protege, ampara e peregrina conosco noite e dia, dia e noite. Mãe do peregrino, Mãe da estrada!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Quanto necessitamos de ajuda, proteção, em nossas angústias e aflições. A solução está aqui!


Seguro protetor em nossas aflições

Sao Jose.jpgJunto ao azul do Adriático, encontramos num povoado pertencente à comuna de Ancona, na região da Marche, um edifício imponente que se lança ao céu e acolhe, com maternal bondade, a milhares de peregrinos que ali vão para venerar uma relíquia: A Casa Santa de Loreto. Ela está incrustada dentro do Santuário, adornada de mármores. Pequena, mas com um significado que toca o infinito. Em suas paredes pode-se divisar: Hic Verbum caro factum est!Aqui o Verbo se fez carne!

Ali viveram Jesus, Maria e José!

Imaginemos uma tarde de outono, nessa humilde habitação em Nazareth, onde o sol diáfano se mistura com as cores e os perfumes das árvores frutíferas. Sentado à beira da porta está o Menino Deus a espera de seu pai: José. Ele espreita a estrada, contempla o céu e de repente vê ao longe São José que se aproxima. Sai correndo ao seu encontro e o abraça. Caminham juntos de mãos dadas conversando sobre os acontecimentos diários. O dois, pai e Filho, divisam na janela, dessa humilde habitação, Maria que sorri e os espera, para o jantar...

Ele, José, o pai adotivo do Verbo Encarnado, esposo da Virgem Maria. Difícil é comensurar a grandeza dessa alma que foi escolhida por Deus para desempenhar esse papel. Hernest Hello (Physionomies de Saints, Paris, 1875)considera que São José é a sombra do Pai! A pessoa onde se projeta a sombra do Pai densa e profunda. É o homem do silêncio, aquele que mal é tocado pela palavra. Sempre sóbrio em palavras, envolto num santo silêncio. Silêncio de louvor!

No Evangelho temos apenas essa referência: Era um homem justo. Essa justiça é santidade, união com a vontade de Deus, fidelidade ao cumprimento da missão que lhe fora outorgada e sobretudo o amor na realização dos desígnios divinos. Quanta dor e quanto amor vendo a um Deus-Menino nascer na pobreza. Presenciar as primeira gotas do Preciosíssimo Sangue de Jesus a correr por ocasião da circuncisão. Ouvir a profecia do velho Simeão ao predizer os sofrimentos de Jesus e Maria. A fuga ao Egito, a perda e o encontro de seu Filho querido no Templo. Uma vida de amor e holocausto vivida dentro da contemplação.

Patrono da Santa Igreja, patrono da família, patrono dos trabalhadores, patrono da boa morte. Poderoso intercessor junto a Deus em favor de nossas necessidades. Ouçamos o o conselho que nos dá a grande Tereza de Ávila, sobre a intercessão de São José:

Tomei por advogado e senhor ao glorioso São José e encomendei-me muito a ele. Vi claro que, tanto desta necessidade como de outras maiores, de perder a honra e perder a alma, este pai e senhor meu me livrou melhor do que eu lhe saberia pedir. Não me recordo, até agora, de lhe haver suplicado nada que não tenha deixado de fazer.

Padre Hamilton Naville.jpgContinua a santa carmelita: É coisa que espanta (que maravilha) as grandes mercês que me tem feito Deus por meio deste bem-aventurado santo, dos perigos que me tem livrado, tanto de corpo quanto de alma. A outros santos parece que o Senhor lhes deu graça para socorrer em uma necessidade; a este glorioso santo tenho experiência que socorre em todas e que quer o Senhor dar-nos a entender que assim como esteve submetido a ele na terra, que como tinha nome de pai - sendo custódio - podia mandar Nele, também no céu faz quanto lhe pedem. E isto o tem comprovado algumas pessoas, a quem eu dizia que se encomendassem a ele, também por experiência; e ainda há muitas que começaram a ter-lhe devoção havendo experimentado.

Insiste a Doutora da Igreja e com humildade aconselha: Se fosse uma pessoa que tivesse autoridade no escrever, de bom grado me estenderia em dizer muito a miúdo as mercês que este glorioso santo tem feito a mim e a outras pessoas. Só peço, pelo amor de Deus, que o prove quem não me crê e verá por experiência o grande bem que é o encomendar-se a este glorioso Patriarca e ter-lhe devoção. Pessoas de oração, em especial, sempre deveriam ser a ele afeiçoadas. Não sei como se pode pensar na Rainha dos Anjos, no tempo que passou com o Menino Jesus, e não se dar graças a São José pelo bem com o qual lhes ajudou. Quem não encontrar mestre que lhe ensine oração, tome este glorioso santo por mestre e não errará no caminho (Santa Teresa de Jesus, Vida 6,6,8).

Tratemos de provar esse amor tão poderoso que vem de um coração que tanto fez por Jesus e Maria!
Pe. Hamilton José Naville

terça-feira, 12 de julho de 2011

Pequenos devotos do rosário

Já está pronto o livro sobre o pequeno devotos do Rosário. Nele está sendo ensinado como rezar o rosário, para as crianças. Também acompanha um pequeno rosário, juntamente com o livrinho.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Em breve no site www.arnsg.org.br

Estaremos colocando em breve no nosso site: http://www.arnsg.org.br/ algumas imagens da ExpoCatólica 2011.

ExpoCatólica 2011

Deixo, aqui, meu agradecimento a todos que passaram pelo nosso standa na última ExpoCatólica2011. Especialmente aos meus irmãos sacerdotes, com os quais pudemos travar metas para um futuro trabalho de catequização, com os livros editados pela Associação Religiosa Nossa Senhora das Graças. Esperamos em breve entrarmos em contato com as numerosas paróquias, catequistas, para a mesma finalidade.
A todos envio-lhes minha bênção de coração.

segunda-feira, 4 de julho de 2011