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domingo, 3 de fevereiro de 2013

D. Bosco: o menino dos sonhos


Neste artigo, o padre Hamilton José Naville, fala sobre um grande Santo: São João Bosco. Como desde menino ele foi escolhido por Deus e Maria Santíssima, para a grande missão de fundar a Ordem Salesiana, que hoje existe nos cincos continentes.



Dom Bosco: O menino dos sonhos

Espiritualidade - Sao Joao Bosco.jpgA região do Piemonte, localizada ao norte da Itália, traz consigo riquezas numerosas. Nela se encontra a majestosa cordilheira dos Alpes ocidental. O rio Pó traça, nessas terras, um caprichoso percurso, fazendo nascer cidades e colinas que são doces em suas formas. Uma extensão grande de plantação de arroz borda as suas terras e, nas encostas dos montes, aparecem as vinhas que perfumam os ares quando maduras

Foi em uma pequena localidade desta região chamada Castelnuovo D'Asti, conhecida pitorescamente como de “os Becchi”, no ano de 1815, precisamente em 16 de agosto, que nasceu uma criança de nome João e que marcaria a história da Santa Igreja, para sempre..

O pequeno João Belchior era um menino dotado de qualidades naturais: inteligente, boa saúde, caráter honesto, mas sobretudo brilhava por sua inocência, pureza e religiosidade. Dir-se-ia que o dedo de Deus tocara aquela alma desde sua tenra infância, ou antes mesmo de seu nascimento, como exclama o profeta Isaias: "Escutem-me, vocês, ilhas; ouçam, vocês, nações distantes: Ilhas, ouvi-me; povos de longe, prestai atenção! O Senhor chamou-me desde meu nascimento; ainda no seio de minha mãe, ele pronunciou meu nome.Tornou minha boca semelhante a uma espada afiada, cobriu-me com a sombra de sua mão. Fez de mim uma flecha penetrante, guardou-me na sua aljava...(Iz, 49-1,2)

Muito cedo, com apenas 2 anos de idade, perdeu seu pai Francesco Bosco. A partir daquele momento, Mama Margarita o acompanharia com orações e exemplos, nas mais variadas situações. Essa mulher, simples camponesa, trazia em si as virtudes da mulher forte do Antigo Testamento: A mulher forte faz a alegria de seu marido, e derramará paz nos anos de sua vida. (Eclo,26)  Assim foi Mama Margarita: uma luz na vida de seu filho, ajudando-o nos momentos mais difíceis.

Os sonhos

Aos nove anos D. Bosco teve um sonho que marcaria sua existência! Viu-se num lugar perto de sua casa, muito espaçoso. Havia, ali, um grande  número de meninos que brincava, mas a maioria blasfemava durante a recreação.

Ele indignado jogou-se contra as crianças e começou a batê-las, para que parassem de ofender a Deus. Nisso lhe aparece um homem de aspecto majestoso, dizendo que não era daquele modo que ele conseguiria atraí-los, deixemos D. Bosco descrever o episódio: “não é com pancadas, mas com a mansidão e a caridade que deverás ganhar esses teus amigos. Põe-te imediatamente a instruí-los sobre a fealdade do pecado...”

A isso, D. Bosco replicou que era um menino pobre e sem conhecimento, que ser-lhe-ia impossível falar-lhes sobre religião. Aquele nobre personagem  continuou a falar-lhe: “Eu te darei a mestra, sob cuja orientação poderás tornar-te sábio...”. “Mas de quem sois filhos?”, replicou nosso santo. O homem respondeu: “Sou o filho daquela que tua mãe te ensinou a saudar três vezes ao dia”.

João Bosco continua: “Nesse momento vi ao seu lado uma senhora de aspecto majestoso, vestida de um manto todo resplandecente, como se cada uma de suas partes fosse uma fulgidíssima estrela”. Os jovens que brincavam iam se transformado em mansas ovelhas e corriam àquela Senhora e para seu Filho.  Atônito e sem compreender, ouviu: “ao seu tempo, compreenderá!”.

Dom Bosco teria outros sonhos, premonições, profecias. Ele mesmo tomaria cuidado em revelar o conteúdo dessas comunicações sobrenaturais. Pedia aos seus filhos espirituais que guardassem segredo a respeito desses fatos. Ora anunciava com antecedência a morte de algum de seus alunos, ora de alguma autoridade. Foi levado ao céu, ao inferno e ao purgatório, durante essas visões. Há entre esses fenômenos enviados pela Providência profecias em relação ao destino da Santa Igreja e da própria Ordem que fundou: os salesianos.

Já no fim de sua vida, quando celebrava na igreja do Sagrado Coração de Jesus, começou a chorar e quase não pode terminar a Santa Missa. Tudo estava explicado: “ao seu tempo compreenderá!”. Sua obra estava fundada e os salesianos estariam espalhado por todos os continentes, fiéis às últimas palavras de seu fundador: "Amai-vos como irmãos. Fazei o bem a todos; não façais mal a ninguém… Dizei aos meus rapazes que os espero a todos no Paraíso".

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Anjos da Guarda


Os Anjos da Guarda na Voz dos Santos e Doutores



Santo Hilário
Bispo de Poitiers, Padre e doutor da Igreja.
* 315 em Poitiers (França).
+ 367 (mesmo lugar).
Os Anjos nos ajudam em nossa luta para nos mantermos fortes contra os poderes do mal. (...) Os puros espíritos foram enviados para o resgate da raça humana. Na verdade, pela nossa fraqueza, se os Anjos não viessem em nosso socorro, não poderíamos resistir aos ataques dos espíritos malignos. Precisamos da ajuda de uma natureza superior. Sabemos que foi com estas palavras que o Senhor fortaleceu Moisés, que tremia e temia: "Meu Anjo irá diante de ti.”. 
(Comentários dos Salmos 65 e 134.)


São Basílio 
Bispo de Cesareia, pai do monaquismo oriental e doutor da Igreja.
* 329 em Cesareia na Capadócia (Turquia).
+ 379 (mesmo lugar).
Entre os Anjos, alguns trabalham especialmente junto às nações, outros como companheiros dos fiéis. Todo crente tem um Anjo para guiá-lo como mestre e pastor; é o que nos ensina Moisés (Gn. 48,16).

Que cada fiel seja assistido por um Anjo, como mestre e protetor, que lhe reja a vida, ninguém, o poderá negar, se si lembrar das palavras do Senhor quando disse: Não desprezeis ao menor desses pequeninos; seus Anjos contemplam a face de meu Pai que está nos Céus.
(Contra Eunon, 1. III, n. 1.)


Orígenes
Teólogo e Padre da Igreja.
* 185 em Alexandria (Egito).
+ 253 em Tiro (Líbano).
Junto a cada homem existe sempre um Anjo do Senhor que o ilumina, o guarda e o protege de todo o mal.

Somos também devedores de nosso Anjo da Guarda, que contempla sempre o rosto do Pai que está nos Céus.
(Tratado sobre a oração, 28, 3.)


São Gregório Nazianzeno
Patriarca de Constantinopla e Padre da Igreja.
* 329 em Arianzo, na Capadócia (Turquia).
+ 389 (mesmo lugar).
Deus não deixou nossa franqueza sem ajuda; mas, destinou-nos um Anjo para auxiliar a vida de cada um de nós, e esse Anjo é de natureza totalmente incorpórea.
(De vita Moysis.)


São João Crisóstomo
Patriarca de Constantinopla e Padre e doutor da Igreja.
* Entre 344 e 354, em Antioquia (Síria).
+ 407 na Capadócia (Turquia).

Dirigindo-se aos fiéis em uma igreja dedicada aos mártires:
Sim, os Anjos estão aqui presentes; nesta reunião estão os Anjos e mártires. Querem vê-los? Então abram os olhos da fé, e contemplem o espetáculo. A atmosfera está repleta de Anjos (...). É tão verdade que o ar está povoado de Anjos, que o Apóstolo mostra-nos isso quando instrui as mulheres a que usem um véu sobre suas cabeças: "As mulheres devem ter um véu sobre a cabeça por causa dos Anjos" (1 Cor. 11,10). "Um Anjo, disse Jacó, protegeu-me desde a minha juventude" (Gn. 48,16).

De outra homilia sua:
O que é melhor? Falarmos sobre o vizinho e de negócios, ou de curiosidades? Ou falarmos dos Anjos, que são seres de singular riqueza?


São Jerônimo 

Sacerdote, Padre e doutor da Igreja.
* Por volta de 347 em Stridon (Dalmácia).
+ 419 em Belém (Palestina).

Tão grande é a dignidade de cada alma, que ao nascer tem um Anjo destinado para sua guarda.
(In c. 18, Matth., sent. 99, Trie. T. 5, p. 256.)


Santo Ambrósio
Arcebispo de Milão (Itália), Padre e doutor da Igreja.
* 340 em Tréveris (Alemanha)
+ 397 em Milão (Itália)
Como podem os Anjos estar longe, quando nos foram dados por Deus para ajudar-nos? Eles não se apartam de nós, embora aquele que é assaltado pelas tentações, pense que estão longe...
(In Sl 37, 12.)


Santo Agostinho
Bispo de Hipona (Numídia), Padre e doutor da Igreja.
* 354 Tagaste (Numídia).
+ 430, em Hipona (África).

Toda coisa visível neste mundo é confiada a um Anjo.
(Oito Perguntas de Dulcício.)

Comentando o Salmo 103:
Conhecemos pela fé que existem os Anjos e lemos que estes apareceram a muitos, de maneira que não nos é lícito duvidar deles.

Formamos com os Anjos uma única cidade de Deus... da qual uma parte somos nós, peregrinos por este mundo, e a outra que são os Anjos, sempre prontos a nos socorrer.
(De Civitate Dei.)


São João Damasceno
Monge, Padre e doutor da Igreja.
* 650 em Damasco (Síria).
+ 750 perto de Jerusalém (Palestina).
Eles [os Anjos] são poderosos e estão prontos para cumprir a vontade de Deus. Também se deslocam rapidamente para onde Deus os ordenar. Eles mantêm a terra, presidem países e regiões. O Criador estabeleceu que eles devem levar até Ele nossos pedidos a fim de nos ajudar. 


São Bernardo
Monge cisterciense, fundador da Abadia de Claraval, o berço dos reformadores beneditinos de Cister, doutor da Igreja.
* 1090 em Fontaine-lès-Dijon (Côte-d'Or).
+ 1153 em (Aube) Claraval.
Deus ordenou aos Anjos que te guardasse em teus caminhos. Estas palavras devem inspirar-te um grande respeito, devem infundir-te uma grande devoção e conferir-te uma grande confiança. Respeito pela presença dos Anjos, devoção por sua benevolência, confiança pela sua guarda. Porque eles estão presentes junto de ti, para teu bem. Estão presentes para te proteger, em teu benefício. E, ainda que estejam porque Deus lhes ordenou, nem por isso devemos deixar de lhes agradecer, pois cumprem com muito amor esta ordem e nos ajudam em nossas necessidades, que são grandes.

Ainda que sejamos menores de idade e ainda que tenhamos que percorrer um caminho tão largo e perigoso, nada devemos temer sob a guarda de guardiães tão exímios. Eles, os que nos guardam em nossos caminhos, não podem ser vencidos nem enganados, e menos ainda podem enganar-nos. São fiéis, são prudentes, são poderosos. Porque nos assustarmos? Basta que os sigamos, que nos unamos a eles, e viveremos assim, à sombra do Onipotente.
(Sermão 12, sobre o Salmo 91.)


Santo Anselmo
Monge de Bec (Normandia), Arcebispo de Canterbury (Inglaterra), doutor da Igreja.
* 1033 em Aosta (Piemonte, Itália).
+ 21 de abril de 1109 em Canterbury.
Que os vossos diálogos sejam sempre puros e que tratem sobre Deus; tomai como modelo os Anjos do Céu. Exceto nos cuidados que exige a fragilidade da natureza humana, vivei sempre (com o pensamento) no Céu, na consideração e imitação dos Anjos. Que esta contemplação seja a vossa soberana, que esta consideração seja a vossa regra.

Permanecei em harmonia com a vida angélica; odeiem o que se afasta dela. Pensai que os vossos Anjos - como declarou o Senhor - “contemplam incessantemente a face de meu Pai”, sem deixarem de estar presentes, vendo as vossas ações e os vossos pensamentos. Tende sempre o cuidado de viver como se experimentassem sensivelmente a presença deles.
 
(Saint Anselme, Un croyant cherche à comprendre, Paris, le Cerf, 1970, Epître 230. (Chrétiens de tous les temps, 40).)


São Tomás de Aquino 

Frade Dominicano e doutor da Igreja.
* 1225 em Rocasecca (Itália).
+ 1274 em Fossanova (Itália).
Os homens podem desprezar as inspirações que os Anjos bons lhes dão invisivelmente, iluminando-os para operar o bem; porém o livre arbítrio continua intacto. Por isso que, ao se condenar um homem, não se pode atribuir à negligência dos Anjos, mas tão somente à malícia dos homens.
(Suma Teológica 1, q. 113, a. I ad 2.)


Santa Francisca Romana
Casada e mãe de três crianças que faleceram bem cedo. É a fundadora da Congregação dos Oblatos Beneditinos.
*1384 em Roma (Itália).
+1440 (mesmo lugar).

O Anjo de Santa Francisca Romana
Santo Francisca Romana teve três crianças, dois filhos e uma filha, que criou no temor de Deus e na prática piedade. O mais novo viveu como um anjo e morreu aos nove anos. Pouco depois da sua morte, apareceu à sua mãe resplandecente de beleza. Falou-lhe da felicidade que provava ao Paraíso, e mostrou-lhe um homem belo e jovem que se encontrava ao seu lado: “Eis, disse, um Arcanjo enviado por Deus para assisti-la e acompanhá-la dia e noite.”.

Desde então, Francisca teve a consolação de ver o Arcanjo constantemente junto dela, de maneira sensível. Ele a advertia de suas faltas e, até mesmo, a punia. Um dia, na presença da santa, algumas pessoas matinham uma conversação frívola. Francisca teve o bom pensamento de interrompê-la; mas, retida pelo temor, hesitou… O seu Anjo aplicou-lhe sobre a face uma bofetada.

Tinha também a missão de protegê-la contra as investidas de Satanás, que, por inveja de sua santidade, enfurecia-se contra ela, lançava-a por terra, arrastava-a pelos cabelos e golpeava-a brutalmente.
(Canon Millot, Tesouro de Histórias para a Explicação da Doutrina Cristã, T.1. Paris, Lethielleux de 1909.)


São João da Cruz
Reformador da Ordem Carmelita e doutor da Igreja.
* 1542 em Fontiveros (Castela Velha, Espanha).
+ 1591 em Ubeda (Andaluzia, Espanha)

Parecer:
220. Os Anjos são os nossos pastores, eles não só levam a Deus nossas mensagens, como nos trazem também as de Deus. Eles alimentam nossas almas com suaves inspirações e comunicações divinas. Deus se vale deles para se comunicar conosco. Como bons pastores, protegem-nos e defende-nos contra os lobos, ou seja, os demônios.

221. Através de suas secretas inspirações, os Anjos procuram dar à alma um conhecimento mais elevado de Deus; abrazam-no de uma chama viva de amor para com Ele; até deixá-lo “ferido” de amor.

222. A mesma sabedoria divina que, no céu, ilumina os Anjos e os purifica de qualquer ignorância, ilumina também os homens sobre a Terra e o purifica dos seus erros ou imperfeições; se estende desde as primeiras hierarquias dos Anjos até as últimas, e por estas chega até o homem.

223. A luz de Deus ilumina o Anjo penetrando seu esplendeor e abrazando-o do seu amor, porque o Anjo é um puro espírito já disposto a esta participação divina. O mesmo não se dá com o homem, pois nele a iluminação é obscura, dolorosa e penosa, porque o homem é impuro e fraco, assim como a luz do sol não consegue iluminar olhos enfermos, e os faz sofrer.
224 Porém, quando o homem é realmente espiritual e está transformado pelo amor divino, que o purifica, recebe a união e a amorosa iluminação de Deus com uma suavidade semelhante à dos Anjos.
(Saint Jean de la Croix, Oeuvres spirituelles, Paris, Le Seuil, 1947. Avis et maximes, "Autres avis et maximes", chapitre VII : Des Anges.)


São Pedro de Alcântara
Frade franciscano.
* 1499 em Estremadura (Espanha).
+ 1562 em Arenas de São Pedro (Espanha).
Considera também que nem o demônio, nem qualquer outra coisa, pode nos prejudicar sem licença de Nosso Senhor. Também considera que temos o Anjo de nossa guarda ao nosso lado, sobretudo durante a oração, porque ali está ele para nos ajudar e levar nossas orações ao céu e defender-nos do inimigo, que não pode fazer mal a nós.
(Tratado da Oração e Meditação.)


São Pedro Damião
Cardeal e doutor da Igreja.
* 1007 em Ravena.
+ 1072 em Óstia.
Todos os dias ofendemos de muitas maneiras os Anjos de nossa Guarda, e às ofensas ajuntamos a negligência em arrependermo-nos, mas eles, se bem que ultrajados pelas nossas injúrias, nos toleram e de nós se compadecem em nossas quedas.
(Serm. XLIII de Exalt. Crucis.)


São João Maria Vianney
Cura de Ars-sur-Formans.
* 1786 à Dardilly, perto de Lyon.
+ 1859 em Ars-sur-Formans.
O Anjo da Guarda está continuamente ao nosso lado para nos levar ao bem e defender-nos contra os anjos maus, que, incessantemente, rondam ao nosso redor para nos levar ao mal.
(Le Prêtre de Village, Jean-Marie-B. Vianney, par une Société, d'après les mémoires de
 M. Pierre Oriol et autres, Imprimerie administrative, Vve Chanoine, Lyon, 1875.)

 
É necessário, de manhã, ao acordar, oferecer a Deus o seu coração, o seu espírito, os seus pensamentos, as suas palavras, as suas ações, tudo mesmo, para servir unicamente à sua glória. Renovar as promessas do seu batismo, agradecer o seu Anjo da Guarda, e pedir proteção a este bom Anjo, que permanece ao lado de nós durante o nosso sono.

Se você está impossibilitado de orar, enconda-se atrás de seu bom Anjo e encarregue-o de rezar no seu lugar.
(Abbé A. Monnin, Esprit du Curé d'Ars, M. Vianney dans ses catéchismes,
ses homélies et sa conversation, Téqui, Paris, 1975 (50° mille).)


Santa Gemma Galgani 

Virgem secular.
* 1878 na Camigliano (Toscana, Itália)
+ 1903 na Itália.
O texto abaixo é do Revmo. Pe. Germano de Santo Estanislau C.P., diretor espiritual de Santa Gemma.

Dado que Gemma encontrava-se predestinada a um grau muito elevado de felicidade celestial, era natural e conforme à Sabedoria divina que o Anjo nomeado para sua guarda tivesse dela um cuidado muito especial. A graça, que se manifestava além disso nesta alma afortunada em fenômenos tão prodigiosos, ia tomar corpo, de uma maneira não menos prodigiosa, na assistência do seu bom Anjo. (...)

Mais impressionante, neste suave comércio, era a presença sensível e quase contínua do Anjo. Gemma via-o através de seus olhos corporais, tocava-o pelas suas mãos, como uma pessoa viva, vinculava conversação com ele como com um amigo. “Jesus, escrevia-me, não o vejo há seis dias; mas não me deixou completamente só; o Anjo da Guarda continua de pé, visível, perto de mim.” Com quanta efusividade dava graças a Deus por este benefício, e testemunhava ao espírito que a protegia o seu reconhecimento! “Se algumas vezes sou má, caro Anjo, não se zangue; quero mostrar-lhe minha gratidão. / Sim, respondia o guarda celestial, serei o teu guia e o teu companheiro inseparável.”

O Anjo da Guarda de Gemma a vigiava, fazia-lhe café, explicava-lhe os Mistérios, abraçava-a, mas sobretudo ajudava-a melhor sofrer por amor a Cristo. 

“O Anjo olhava-me, assim, afetuosamente! E quando chegou o momento de partir, enquanto aproximava-se de mim para beijar minha fronte, pedi que não me deixa-se ainda. Mas ele me disse:

- É necessário que eu vá!
- Então vá e sauda Jesus.

“Lançou-me um último olhar, dizendo-me:
“Não quero mais que você mantenha conversações com as criaturas; quando quiseres falar, fala com Jesus e com o teu Anjo.

“No dia seguinte, à mesma hora, ei-lo outra vez. Aproximou-se de mim, acariciou-me e, com afeição, não pude deixar de dizer-lhe:

- Ó meu Anjo, como eu te amo!”

Apesar de leiga, a bela virgem foi canonizada apenas 37 anos após sua morte. Devido a vários sinais sobrenaturais e curas inexplicáveis, Roma interessou-se por seu caso em 1917. Foi proclamada santa em 26 de março de 1936. Desde então, seu rosto continua a fascinar as multidões...
(R.P. Germain de Santo-Estanislau c.p. (director espiritual Gemma), a séraphique virgem de Lucques,
Gemma Galgani, Arras, Brunet, 1910. / In Pierre Jovanovic, Enquête sur l'existence des Anges gardiens
 Chap. 9: "Des stigmatisés et des Anges". Réédition enrichie: Le Jardin des livres, 243 bis Boulevard Pereire, 75017
Paris / http://www.lejardindeslivres.com.)


São Padre Pio 

Sacerdote capuchinho.
* 1887 em Pietrelcina (Benevento, Itália)
+ San Giovanni Rotondo (Itália)
Carta datada de 20 de abril de 1915, dirigida a Raffaelina Cerasi:

Ó Raffaelina, como é consolador saber que continuamos sob a guarda de um Anjo celestial que não nos abandona, mesmo (coisa admirável!) quando fazemos algo que desagrada a Deus… Tome o belo hábito de sempre pensar nele. Ao nosso lado, há um espírito celestial que, do berço ao túmulo, não nos deixa um só momento, que nos guia, nos protege como um amigo, como um irmão, que também nos consola sempre, especialmente nas horas que são, para nós, mais tristes. Saiba, Ó Raffaelina, que este bom Anjo ora por você, oferece a Deus todas as suas boas obras, os seus desejos santos e puros. Nas horas em que lhe parecer só e abandonada, não sinta pelo fato de não ter uma alma amiga, a quem possa abrir-se e a quem possa confiar os seus problemas; por caridade, não esqueça este invisível companheiro, sempre presente para ouvi-la, sempre pronto para consolá-la. Oh, deliciosa intimidade! Oh, feliz companhia!…

Correspondência do Padre Pio, recolhidos por Jean Derobert, Ed Hovine, 1987:

Lembre-se que estamos com Deus, quando nossa alma está em estado de graça, e longe dele, quando estamos em estado de pecado grave, mas seu Anjo - o nosso Anjo da Guarda - nunca nos abandona... É nosso amigo, o mais seguro e sincero, quando não estamos errados, (e também o é) para lamentar por nosso mau comportamento.
(Padre Pio, um Pensamento por Dia - Paris, Médiaspaul, 1991.)



FONTES:

http://www.spiritualite-chretienne.com/anges/ange-gardien/citatio1.html

http://www.filhosdapaixao.org.br/escritos/comentarios/escrituras/escritura_0031.htm
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quarta-feira, 16 de maio de 2012



Santa Maria, Mãe da Estrada!

Os passageiros foram se acomodando e observei um jovem, que iria ocupar um assento ao meu lado, durante uma viagem ao continente africano.

Brasileiro, do interior do Rio Grande do Sul, e essa era sua primeira experiência para o exterior do país. Seu destino: Índia. Havia recebido uma oferta de trabalho e queria tentar a vida em novas terras. Um desafio e tanto, pois apesar de ter algumas noções do inglês, ainda, não dominava essa língua. Conversamos um pouco durante o voo: sua origem, familiares, esperanças e desafios.

Fomos brindado por uma linda aurora, quando deixávamos o deserto da Namíbia. Olhava para meu companheiro e percebia que a preocupação aumentava em seu semblante, especialmente, quando desembarcamos em Johannesburgo, na África do Sul.

Natural! O aeroporto de Tambo é conhecido como a janela do Oriente, pois é lugar de escala para os mais variados países árabes, asiáticos e há uma confluência de etnias, costumes e línguas. Talvez ele medisse, naquele momento, a aventura em que estava inserido. E... quem sabe pensava na sua doce e pequena cidade, gaúcha, escondida entre as serras.

Deixei com o nosso jovem “desbravador” a Medalha Milagrosa, dizendo: Veja bem! Mantenha-a sempre com você, até sua volta ao Brasil. Ela será seu refúgio e sua proteção, tenha certeza. Olhou-me e prometeu firmemente que não a deixaria um só minuto. E nossos caminhos se separaram...

Enquanto espera outro voo para Maputo, pensava em nossos caminhares. Estamos sempre nos deslocando, andando, andando. Pequenos deslocamentos, grandes caminhadas..., não importa. Nossas vidas desde nosso nascimento é um contínuo peregrinar, rumo à pátria celeste.

Essa ideia me acompanharia durante toda estada na capital Moçambicana. Do aeroporto fui diretamente a um enterro. Um jovem de uma família amiga, que subitamente tivera um mal estar. Foi-lhe diagnosticado um derrame cerebral, devido a um problema congênito. Católico praticante, recebeu a Unção dos Enfermos e partiu para a eternidade com sua alegria e juventude habitual, como as flores que encontramos nas savanas, cheias de luzes e cores.

Chegamos a uma casa pobre, entramos em um salão onde no centro se encontrava a urna do nosso querido Helder, muito devoto de Nossa Senhora. À sua volta como numa corola de uma grande flor espalhava-se sentadas no chão mulheres, vestidas com suas capulanas, que rezavam e cantavam. Canto triste que marcava o fim de uma peregrinação. Pungente era observar a mãe, do menino morto, revestida de dor e saudades. A dor da caminhada!

O cortejo fúnebre dirigiu-se ao cemitério e lá os próprios familiares fizeram o sepultamento. Uma cena tocou-me profundamente: A própria mãe ao final, após a terra ser colocada sobre o jazigo, arrumava com suas mãos a sepultura. Havia tanta ternura naquele gesto, nas mãos que acariciavam a terra arenosa, tinha-se a impressão que ela estava arrumando o leito do seu querido filho, como o fizera tantas e tantas vezes em vida.

Esse era o fim de uma caminhada, para aqueles que não têm fé, sim. Sabíamos nós que não é assim. E dentro da separação, a liturgia das exéquias nos apontava a luz da ressurreição: “Bem-aventurados, aqueles que dormem no Senhor”.

Nesse curto espaço de tempo, menos de 24 horas, encontrei dois destinos. O primeiro apontava à conquista, a esperança, a incerteza. O segundo para o termo de um vida colhida naquele Amor, onde nada nos pode separar.

Um denominador comum unia essas duas existências, a nossa existência. É a proteção maternal da Mãe de todas as Mães. Mãe de Deus e Senhora Nossa. Mãe de nossas caminhadas, Mãe que continuamente nos vela, protege, ampara e peregrina conosco noite e dia, dia e noite. Mãe do peregrino, Mãe da estrada!

sábado, 7 de janeiro de 2012

O silêncio


Venho compartilhar com vocês uma experiência que alguns possam, já, ter vivido: o silêncio.

Sim! O silêncio que não se trata propriamente da ausência de ruídos. Também o é, mas especialmente refiro-me a ação da graça em nossas almas.

Claro que existe um silêncio que nos ajuda a meditar, a contemplar e necessário é, para isso, isolarmo-nos dos sons estridentes das cidades grandes: motores, aglomerações, músicas que desrespeitam toda regra da harmonia, a própria velocidade da vida moderna...
***
Recentemente voltando de Santiago do Chile, onde fomos participar de um congresso católico sobre comunicação digital, nosso avião sobrevoou as famosas Cordilheiras dos Andes. Estava eu num lugar privilegiado, junto a uma janela, e diante dos meus olhos passava um panorama de sonhos.

Eram montanhas, caprichosamente, adornadas com neve. Faziam-me lembrar bolos confeitados com puro chantili. Reportavam-me à grandeza de um Deus criador de todas as belezas. E sentia desde nossa cabine o silêncio e o mistério daqueles cumes que em muitos, certamente, o homem não pisou.

Trouxe-me também outra impressão, recente, irmã desse esplendor que se descortinava sobre os meus olhos. Refiro-me à visita que fiz ao convento onde viveu  Santa Teresa dos Andes. Um prédio pobre, mas mergulhado na riqueza das bênçãos Divina.

Visitamos a gruta em que Santa Teresa teve a revelação de sua morte! A palmeira onde se apoiava quando rezava a Nossa Senhora de Lourdes. Os corredores por onde andou, a capela onde rezou. Em uma palavra, sentimos Deus muito perto de nós. Convivemos com os anjos que lá habitam.

Silêncio e paz reinavam, ali. Alegria de almas que viveram na virtude, recolhidas, orantes e tendo como fundo as montanhas nevadas. Habitação de santos!

Estando, nesse antigo monastério carmelita, pensei em todos os participantes de nossa querida Associação Nossa Senhora das Graças e resolvi escrever esse artigo, para transmitir um pouco desse ambiente sobrenatural.

Em uma de suas catequeses, o Papa Bento XVI tratando sobre o tema disse:

 “O silêncio é a condição ambiental que melhor favorece o recolhimento, a escuta de Deus, a meditação. Já o fato de apreciar o silêncio, para deixar-se, por assim dizer, "encher-se" pelo silêncio, predispõe-nos à oração.”

Sigamos esse conselho vindo da Cátedra de Pedro! Procuremos em nossas vidas esses momentos de reflexão, de oração e aí encontraremos, também, Maria Santíssima.

Lembremo-nos de Santa Catarina Labouré, que encontrou Nossa Senhora dentro do recolhimento e oração. Façamos, então, o mesmo!
Um grande abraço a todos.

HJM Assinatura.png
Pe. Hamilton José Naville

segunda-feira, 4 de julho de 2011

domingo, 3 de julho de 2011

Novena da Medalha Milagrosa

1 - Sinal da Cruz
2 - Ato de Contrição
3 - Leitura do Dia
4 - Súplica a Nossa Senhora

Ato de Contrição
Meu bom Jesus que por mim morrestes na cruz, tende piedade de mim, perdoai os meus pecados e dai-me a graça de nunca mais pecar.

Leituras
1º Dia - 1ª Aparição
Contemplemos a Virgem Imaculada, em sua primeira aparição a Santa Catarina Labouré. A piedosa noviça guiada por seu Anjo da Guarda é apresentada à Imaculada Senhora. Consideremos sua inefável alegria. Seremos também felizes, como Santa Catarina, se trabalharmos com ardor na nossa santificação. Gozaremos as delícias do Paraíso, se nos privarmos dos gozos terrenos.

2º Dia - Lágrimas de Maria
Contemplemos Maria, chorando sobre as calamidades que viriam sobre o mundo, pensando que o Coração de Seu Filho seria ultrajado, a cruz escarnecida e seus filhos prediletos perseguidos. Confiemos na Virgem compassiva e também participaremos do fruto de suas lágrimas.
3º Dia - Proteção de Maria
Contemplemos nossa Imaculada Mãe, dizendo em suas aparições a Santa Catarina: "Eu mesma estarei convosco, não vos perco de vista e vos concederei abundantes graças". Sede para mim, Virgem Imaculada o escudo e a defesa em todas as necessidades.

4º Dia – Segunda Aparição
Estando Santa Catarina Labouré em oração, a 27 de novembro de 1830, apareceu-lhe a Virgem Maria, formosíssima, esmagando a cabeça da serpente infernal. Nessa aparição se vê seu desejo imenso de nos proteger sempre contra o inimigo de nossa salvação. Invoquemos a Imaculada Mãe com confiança e amor!
5º Dia - As Mãos de Maria
Contemplemos, hoje, Maria desprendendo de suas mãos raios luminosos. "Estes raios - disse Ela - são a figura das graças que derramo sobre todos aqueles que mas pedem e aos que trazem com fé minha medalha".
Não desperdicemos tantas graças! Peçamos com fervor, humildade e perseverança, e Maria Imaculada nô-las alcançará.
6º Dia - Terceira Aparição
Contemplemos Maria aparecendo à Santa Catarina, radiante de luz, cheia de bondade, rodeada de estrelas e mandando cunhar uma medalha, prometendo a todos que a trouxerem com devoção e amor muitas graças. Guardemos fervorosamente a Santa Medalha e, como escudo, ela nos protegerá nos perigos.
7º Dia da Novena
Ó Virgem Milagrosa, Rainha Excelsa, Imaculada Senhora, sede minha advogada, meu refúgio e asilo nesta terra, minha fortaleza e defesa na vida e na morte, meu consolo e minha glória no Céu.
8º Dia da Novena
Ó Virgem Imaculada da Medalha Milagrosa, fazei que esses raios luminosos, que irradiam de vossas mãos virginais, iluminem minha inteligência para melhor conhecer o bem e abrasem meu coração com vivos sentimentos de fé, esperança e caridade.
9º Dia da Novena
Ó Mãe Imaculada, fazei que a cruz de vossa Medalha brilhe sempre diante de meus olhos, suavize as penas da vida presente e me conduza à vida eterna.

Súplica a Nossa Senhora
Ó Imaculada Virgem! Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplarmos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na Vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada, pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade, por causa de nossas numerosas culpas, acercamo-nos de vossos pés, para vos expor durante esta Novena, as nossas mais prementes necessidades... (pede-se a graça).

Escutai, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiante vos solicitamos para maior glória de Deus, engrandecimento de vosso Nome e bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre, verdadeiros cristãos. Amém.
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Santíssima Virgem! Eu creio e confesso, vossa Santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado filho, a humildade, a caridade, a obediência, a castidade, a santa pureza de coração, de corpo e espírito, a perseverança na prática do bem, uma santa vida e uma boa morte, e a graça... que peço com toda confiança. Amém.

Escapulário do Carmo

Espero que todos tenham recebido o escapulário do Carmo! Essa devoção é preciosa, pois Nossa Senhora prometeu que aqueles que o usarem com devoção terão a promessa da salvação eterna.
Deixo-vos minha bênção,

Pe. Hamilton

PS: Veja a história!


Escapulário do Carmo

Quem não gostaria de ter sempre consigo "um sinal de salvação, amparo e proteção nos perigos, e aliança de paz para sempre"? E quem não gostaria de receber uma garantia de Nossa Senhora de que não padecerá no inferno?

Foi exatamente esta a promessa feita pela Virgem do Carmo a São Simão Stock, em uma aparição no dia 16 de julho de 1251:

"Filho diletíssimo, recebe o Escapulário da tua Ordem, sinal especial de minha amizade fraterna, privilégio para ti e todos os carmelitas. Aqueles que morrerem com este Escapulário não padecerão o fogo do Inferno. É sinal de salvação, amparo e proteção nos perigos, e aliança de paz para sempre".

Inicialmente o Escapulário era usado apenas pelos membros da Ordem do Carmo. Porém, depois, ele foi difundido entre os fiéis de todo o mundo e é um dos principais objetos da piedade mariana.

A Associação Religiosa Nossa Senhora das Graças está empenhada na difusão desta importante devoção por todo o Brasil. Queremos que todas as pessoas conheçam o verdadeiro valor e significado do santo Escapulário e o usem com amor e piedade.
Nos dias de hoje vemos pessoas que usam santinhos, medalhas e até Escapulários ao pescoço. Mas, infelizmente, a maioria não conhece o valor e o significado religioso desses objetos... Alguns os usam apenas como enfeites ou até mesmo como se fossem "amuletos da sorte". Entretanto o Escapulário do Carmo, como todos os outros objetos de piedade da Igreja Católica, está longe de ser um sinal "mágico" de salvação, e o seu uso não dispensa as exigências da vida cristã. Não basta levá-lo ao pescoço e pensar: "Estou salvo, não preciso fazer mais nada!"

Conforme o Diretório sobre a Piedade Popular e a Liturgia, editado pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos no ano de 2002, o Escapulário "é um sinal exterior da relação especial, filial e confiante que se estabelece entre a Virgem, Rainha e Mãe do Carmo, e os devotos que se entregam a ela com total confiança e recorrem à sua intercessão maternal; recorda a primazia da vida espiritual e a necessidade da oração".

Em verdade, o uso do Escapulário foi recomendado por inúmeros Papas e santos. Um destes, São Cláudio de La Colombière, afirma: "Não basta dizer que o Escapulário é um sinal de salvação. Eu sustento que não há outro que faça tão certa nossa predestinação".
O Papa e Beato João Paulo II usava sempre o Escapulário do Carmo e o testemunhou publicamente: "Também eu levo no meu coração, desde há muito tempo, o Escapulário do Carmo!"

Quem usa o Escapulário também pode se beneficiar do privilégio sabatino.

Segundo antiga e piedosa tradição, a Santíssima Virgem apareceu ao Papa João XXII e prometeu livrar do Purgatório, no primeiro sábado após a morte, todos os que usarem devotamente o Escapulário. Este é o chamado privilégio sabatino. Para receber esta graça, é preciso manter a castidade segundo o próprio estado, recitar diariamente o Pequeno Ofício da Imaculada ou uma oração indicada pelo padre na hora da imposição. O privilégio sabatino foi confirmado por vários Papas, como Clemente VII, S. Pio V e Gregório XIII.

A Associação Religiosa Nossa Senhora das Graças irá distribuir gratuitamente centenas de milhares de Escapulários por todo o Brasil, explicando o seu valor e significado. Nós queremos convidá-lo a se juntar nesta bela iniciativa. Você gostaria de participar da divulgação do Escapulário? Assim contribuiremos para aumentar a devoção a Nossa Senhora nos corações das pessoas.

Entre em contato conosco através do nosso e-mail:

faleconosco@senhoradasgracas.org.br

Ou converse com um dos nossos atendentes pelo telefone:(11) 3294-6000

quarta-feira, 3 de junho de 2009

quinta-feira, 12 de março de 2009

O Terço da Misericórdia


Essa oração faz parte da Mensagem sobre a Divina Misericórdia transmitida pelo próprio Jesus Cristo a Santa Faustina Kowalska, uma religiosa polonesa que viveu no século XX. As promessas do Terço da Misericórdia]Jesus Cristo prometeu as melhores graças para quem rezasse o Terço da Misericórdia. Assim Ele falou a Santa Faustina Kowalska:
Minha filha, exorta as almas a rezarem este Terço que te dei. Pela recitação deste Terço agrada-Me dar tudo o que Me peçam. Quando os pecadores empedernidos o recitarem, encherei de paz as suas almas, e a hora da morte deles será feliz.Quando a alma vir e reconhecer a gravidade de seus pecados, quando se abrir diante dos seus olhos todo o abismo de miséria em que mergulhou, que não se desespere, mas antes se lance com confiança nos braços da minha misericórdia, como uma criança no abraço da sua querida mãe.Essas almas têm prioridade no meu Coração compassivo, elas têm primazia à minha misericórdia.
Diz que nenhuma alma que tenha invocado a minha misericórdia se decepcionou o experimentou vexame. Tenho predileção especial pela alma que confiou na minha bondade. Escreve que, quando recitarem esse Terço junto aos agonizantes, Eu Me colocarei entre o Pai e a alma agonizante, não como Juiz, mas como Salvador misericordioso (Diário de Santa Faustina, nº 1541).As almas que rezarem este Terço serão envolvidas pela minha misericórdia durante a sua vida e, de modo particular, na hora da morte (Diário de Santa Faustina, nº 754).
Modo de Rezar o Terço da MisericórdiaO próprio Jesus Cristo ensinou Santa Faustina a rezar o Terço da Misericórdia:
“Tu recitarás por meio do Terço do Rosário” (Diário de Santa Faustina, nº 476).Antes de começar, reza-se o Pai Nosso, a Ave Maria e o Credo.Nas contas do Pai Nosso reza-se a seguinte oração: Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.Nas contas da Ave Maria reza-se a seguinte oração: Pela sua dolorosa Paixão, tende piedade de nós e do mundo inteiro.No fim do terço, rezar três vezes:Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.

terça-feira, 10 de março de 2009

A Medalha Milagrosa



Transcrevemos aqui um artigo da revista francesa “O Amigo do Clero” de abril de 1907, onde é relatada a aparição de Nossa Senhora das Graças a Santa Catarina Labouré quando foi revelada a Medalha Milagrosa: Em 27 de novembro de 1830, a Virgem Imaculada aparecia na capela da Casa-Mãe das Filhas da Caridade, em Paris. Eram por volta de cinco horas e meia da tarde. Em profundo silêncio, a Irmã Catarina Labouré fazia sua meditação. De repente, ela ouviu um ruído como o frufru de um vestido de seda, vindo do lado da Epístola. Levantou os olhos e deparou com a Santíssima Virgem Maria, resplandecente de luz, trajando um vestido branco e um manto branco-aurora. Os pés da Mãe de Deus pousavam sobre a metade de um globo; suas mãos seguravam outro globo, que Ela oferecia a Nosso Senhor com uma inefável expressão de súplica e de amor. Mas eis que esse quadro vivo se modifica sensivelmente, figurando o que foi depois representado na Medalha Milagrosa. As mãos de Maria, carregadas de graças simbolizadas por anéis radiosos, emitem feixes de raios luminosos sobre a terra, mas com maior abundância num ponto. Ouçamos a narração de Santa Catarina Labouré: “Enquanto eu a contemplava, a Virgem Santa baixou seus olhos para mim, e uma voz me disse no fundo do coração: ‘Este globo que vês representa o mundo inteiro, especialmente a França e cada pessoa em particular’. “Não sei exprimir o que pude perceber da beleza e do brilho dos raios. “E a Virgem Santa acrescentou: ‘Eis o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que me pedem’, dando-me a entender quanto Ela é generosa para quem a invoca... quantas graças Ela concede às pessoas que Lhe pedem... Nesse momento, eu estava ou não estava... não sei... eu saboreava aqueles momentos! “Formou-se em torno da Santíssima Virgem um quadro meio ovalado, no qual se liam estas palavras, escritas em letras de ouro: ‘Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorrermos a Vós’. “Depois se fez ouvir uma voz que me disse: ‘Faze cunhar uma medalha conforme este modelo; as pessoas que a portarem com piedade receberão grandes graças, sobretudo se a levarem no pescoço; as graças serão abundantes para aqueles que tiverem confiança’.” A Medalha foi cunhada e espalhou-se com maravilhosa rapidez pelo mundo inteiro, e em toda parte foi instrumento de misericórdia, arma terrível contra o demônio, remédio para muitos males, meio simples e prodigioso de conversão e de santificação.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Programa de Apoio Catequético

A História Sagrada e os exemplos de vida dos santos sempre foram de enorme importância para a formação religiosa das crianças. Elas contêm uma lição de moral e de virtude e, dessa forma, a criança aprende melhor o catecismo. Qual criança nunca se encantou ao ouvir as histórias da Bíblia durante as aulas de catecismo? A Arca de Noé, que salvou todos os bichinhos do dilúvio que inundou a terra...
A luta do pequeno David contra o gigante Golias; Sansão que tinha uma força capaz de matar um leão; Daniel com suas profecias maravilhosas; Jonas engolido pela baleia; José, filho de Israel, que foi vendido como escravo e se tornou poderoso junto ao Faraó no Egito... E se formos contar a vida dos santos da Igreja Católica? Santa Teresinha e o seu amor pelas rosas; São João Bosco o educador da juventude; Santa Edwiges, a padroeira dos endividados...

Por essa razão a nossa Associação Religiosa está organizando uma coleção de livros contando essas histórias de forma bonita e atraente com o objetivo de ajudar o trabalho dos catequistas.
O primeiro exemplar da coleção conta a história de Moisés, o grande profeta e libertador do povo hebreu, para despertar nas crianças o gosto pelo catecismo. Para que o plano de divulgação dessas obras obtenha total êxito, eu, Pe. Hamilton Naville, estou enviando uma dupla de divulgadores que irão percorrer as paróquias para apresentar o nosso programa de apoio catequético. Eles estão preparados para explicar o alcance da campanha, fornecer os livros com as histórias dos heróis bíblicos, ou da vida dos santos, tirar dúvidas e dar detalhes de tudo.
Este trabalho está voltado, sobretudo, à formação religiosa de crianças carentes, no entanto sua dimensão também beneficiará o público adulto. Desde já contamos com o apoio dos movimentos ligados à pastoral da catequese e, sobretudo, dos meus irmão de ministério, os párocos. Certamente as crianças e os catequistas de todo o Brasil ficarão eternamente gratos.

Pe. Hamilton José Naville

As paróquias que desejarem receber a visita dos nossos divulgadores e conhecer nosso projeto de evangelização podem entrar em contato pelo telefone (11) 3294-6000 ou e-mail arnsg@arnsg.org.br



O trabalho já se iniciou em São Paulo, onde vem obtendo ótima acolhida e boa repercussão. Mas pretendemos ir mais longe: na medida do possível, queremos estendê-lo às demais regiões.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Missa de Frei Galvão



O Padre Hamilton Naville e a Associação Religiosa Nossa Senhora das Graças tem a satisfação de convidar a você bem como aos participantes de nossas Campanhas para uma Santa Missa que será celebrada todo dia 25 de cada mês, às 10h da manhã, no Mosteiro da Luz, em SP.

Esta Santa Eucaristia será celebrada para pedir graças e nas intenções de todos os participantes de nossas Campanhas.

Não deixe de comparecer, sua presença é muito importante!

Fundado e construído por Santo Antonio de Sant'Anna Galvão em 1774, o Mosteiro da Luz pertence à Ordem das Irmãs Concepcionistas, que vivem em regime de clausura. Hoje seu prédio é considerado o mais importante monumento arquitetônico do século XVIII. Junto ao convento, também se encontra o Museu de Arte Sacra de São Paulo. É na igreja deste mosteiro que estão depositados os restos mortais de Frei Galvão.

Endereço: Av. Tirandentes 676/688, bairro da Luz – São Paulo - SP (Próximo à estação Tiradentes do Metrô).